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Seedorf tem três jogos pelo Botafogo, todos no
castigado
gramado do Engenhão (Foto: Paulo Sérgio)
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Seedorf ainda não apresentou pelo Botafogo o máximo do
futebol que tem, mas só atuou - três vezes - no castigado gramado do
Engenhão. Porém neste sábado, às 18h30, contra o Atlético-GO, em jogo
com transmissão em tempo real pelo
LANCENET!, o meia terá o bom e amplo campo do Serra Dourada ao lado dele para brilhar, como era na Europa.
Enquanto
o Engenhão está interditado por conta do gramado irregular, o Serra
Dourada tem como grande atrativo o campo, que historicamente é conhecido
pela grande qualidade, além de ser o maior do mundo em extensão, com
110m x 75m, o tamanho máximo permitido pela Fifa.
Seedorf,
acostumado com os belos campos da Itália, por onde atuou por dez anos
pelo Milan, vai se sentir em casa neste sábado, é o que disse o gerente
executivo do Estádio Serra Dourada, Itamir Campos, em entrevista ao
LANCE!.
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No fim da década de 80, o Serra Dourada foi eleito pelos jogadores o
melhor campo do Brasil em votação. Foi o primeiro estádio a tirar a
grama batatais, que é de jardim, e pôr algo moderno. Desde então, o
campo é nossa joia. Para o Seedorf, atuar aqui vai ser como jogar sinuca
- afirmou Itamir Campos.
Atualmente, o gramado do Serra Dourada é
a Bermuda Celebration. No Brasil, somente o estádio goiano e o Engenhão
usam esse tipo de terreno, que é o que há de mais novo em termos de
pisos esportivos no país. Mas as semelhanças acabam por aí.
Em 2012, o Engenhão recebeu 56 duelos, contra 42 no Serra Dourada. Menos jogos, para a alegria goiana.
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A grama está baixinha, como nos campos europeus. Isso dá velocidade, é
algo do futebol moderno. Seedorf vai gostar - destacou Itamir.
Meia sonha com 'Maraca'
Guardadas
as devidas proporções, o Serra Dourada lembra o antigo Maracanã pela
imponência das arquibancadas. E ambos eram iguais no tamanho do campo,
110m x 75m. Gigantes, já que a Fifa colocou como padrão 105m x 68m,
medida usada hoje no Engenhão.
Em entrevista exclusiva ao
L!, na semana passada, Seedorf revelou o sonho de atuar no Maracanã, que será reaberto no ano que vem:
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Nunca joguei lá. Só passei com o carro, olhando sempre para ele. Tenho
esse sonho de pisar lá. É um dos poucos estádios em que ainda não
joguei. Já atuei no Azteca, no México, um estádio maravilhoso, grande.
Bernabéu, San Siro... São os três estádios que gosto mais. O Maracanã
impressiona. Seria uma ótima sensação atuar lá - disse.
Bate-bola com Itamir Campos, gerente do Serra Dourada, em entrevista exclusiva ao LANCE!
1. Os tipos de gramado do Engenhão e Serra Dourada são iguais. Há diferenças por qual motivo?
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Não sei o que acontece no Engenhão, mas aqui no Serra Dourada tratamos o
campo como um bebezinho. Temos três clubes (Atlético-GO, Goiás e Vila
Nova-GO) como mandantes, assim como no Engenhão. Algo que nos ajuda
muito é a cobertura do campo não fazer sombra no gramado.
2. Quais regras são respeitadas?
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Essa grama mais moderna foi colocada em 2009 e no ano passado, quando o
Brasil enfrentou a Holanda aqui em amistoso, recebemos orientações do
Comitê Organizador da Copa do Mundo, que seguimos até hoje. Tudo é
automatizado, temos máquinas... E também um agrônomo fixo. O solo é
descompactado duas vezes por ano para o solo respirar melhor e o sol
bate muito bem nele.