O meia Seedorf marca seu primeiro gol pelo Botafogo e comanda o time na virada
O Botafogo fazia um jogo cadenciado ao estilo
Seedorf, escalado na posição de armador. Apesar de ter entrado com dois
atacantes, o time pouco chegava à área adversária.
Aos poucos
o Atlético-GO foi ganhando o meio campo e forçava as jogadas em cima do lateral
Lenon, conhecido dos adversários desde os tempos de Vila Nova. O rubro negro
goiano exercia uma marcação forte desde a saída de bola do Botafogo e saia com
velocidade para o ataque comandado pelo experiente Joilson.
Aos 16, o
meia fez um lançamento preciso para Ricardo Bueno na entrada da área que o
goleiro Jéfferson salvou nos pés do atacante. Na sequência, veio um escanteio e
nova chance de gol. O domínio era tão evidente que culminou num pênalti cometido
por Fábio Ferreira que caçou o jogador atleticano na área, em novo lançamento
de Joilson, o dono do jogo até então.
O Goleiro
Márcio, um especialista em bolas paradas, bateu forte a meia altura, mas não
deu pro Jéfferson que ainda tocou na bola.
Dragão sai na frente do placar.
Aos trinta
e oito, o lateral Lenon, muito nervoso, levou amarelo pela sequência de faltas
que cometeu em razão do adversário insistir em atacar pelo seu setor. No geral,
o jogador foi mal no jogo.
A essa
altura, perdendo de 1 a 0 e um tanto apático, o Alvinegro não dava sinais de
que pudesse reagir e a torcida, irritada com a lentidão do time, ensaiou um
protesto nas arquibancadas.
O Botafogo
voltou pra segunda etapa com Fellype Gabriel no lugar de Rafael Marques que
deixou o time sem ter sido notado, já que poucas bolas chegaram a ele, no
ataque. A presença do meia deu mais consistência ao time que aos poucos foi
dominando a partida.
Aos 17,
Andrezinho sofreu falta na entrada da área, batida por Seedorf que acertou a
barreira. O Botafogo, empurrado pela torcida que compareceu em bom número ao
Serra Dourada, teve outra falta marcada na entrada da área. Seedorf, que fazia
sua melhor apresentação desde que chegou ao Botafogo, pegou a bola chamando pra
si a responsabilidade de mudar o panorama da partida.
Bateu a
falta com extrema categoria, colocando a bola na esquerda do goleiro Márcio que
estático viu a bola entrar. Saia assim, o tão esperado gol de Seedorf pelo
Botafogo, coroando sua atuação. Com o empate, conseguido aos 19 minutos, o time
se empolgou. Apertou a marcação sobre o Dragão e partiu para a virada que lhe
colocaria de novo na briga pela ponta da tabela. A torcida que “ninguém cala” cantava
sem parar, puxando a reação.
E ela veio aos
28 minutos, com um golzinho chorado de Fellype Gabriel, que tentou duas vezes
de cabeça até vencer o goleiro atleticano.
Com a
marcação acertada, o Botafogo melhorou muito sua produção ofensiva no segundo
tempo e isso foi fundamental para a construção do placar e, principalmente,
para sua manutenção.
O Atlético
ainda teve algumas oportunidades, mas sem perigo como no primeiro tempo, quando
dominou o jogo.
Porém, o
momento dramático dessa vitória suada ainda estava por vir e chegou aos 48 minutos
quando F. Ferreira fez nova falta na entrada da área. A tensão subiu quando a
torcida presente ao estádio viu o goleiro Márcio cruzar o campo para a cobrança.
O jeito foi cruzar os dedos e segurar o fôlego até que a bola desviou na
barreira alvinegra, trazendo o alívio geral.
Botafogo 2
a 1 e a promessa de alguns dias de descanso e paz até a próxima quarta-feira,
quando o time volta a campo para enfrenta o mesmo Palmeiras, dessa vez pelo
Brasileirão.
Felip@odf/BotafogoDePrimeira
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